economia de água

Um dos principais itens entre os que candidatos ao cargo de síndico apresentam em sua proposta para serem eleitos, em uma assembleia, é a negociação de contratos para redução de custos

Porém, existem inúmeras ações que se pode desenvolver para redução significativa de custos a curto, médio e longo prazo. É uma cultura que precisa existir, independentemente da gestão que estiver na administração do condomínio.

Por isso, publicaremos uma série de artigos sobre o tema, com itens e sugestões de ações para gerar economia nas despesas de um condomínio.

Um dos itens mais importantes em nossa vida e que sem ele não sobrevivemos é a água. Se o condomínio ficar sem luz, por exemplo, pode-se usar baterias ou geradores para os equipamentos e usar o chuveiro a gás. Mas se falta água, todo o resto passa não ser mais tão importante. Qual é o seu sentimento quando o síndico avisa que o condomínio está sem água? 

1. Campanha contra desperdícios

O síndico avisou que vai faltar água e pede para economizar, correto? Será que é apenas nestes momentos que é preciso economizar água ou pode-se criar este hábito dentro do condomínio e ter uma real redução no consumo deste bem precioso? 

Não demorar no banho, usar a máquina de lavar roupas somente na capacidade total e fechar a torneira enquanto ensaboa as louças da cozinha e escova os dentes são exemplos que precisam ser reforçados neste momento e que podem se tornar hábitos diários. 

Além dessas atitudes simples, é possível incentivar os moradores em outras ações:

  • Troque os vasos sanitários: os vasos com válvulas mais antigas soltam entre 12 e 24 litros de água por descarga. Já os vasos mais modernos, com caixa acoplada, despejam apenas seis litros. Há ainda os chamados vasos sanitários que despejam um volume de água diferente, conforme a necessidade. 
  • Utilize menos água nas torneiras e chuveiros: existem empresas especializadas em redutores de vazão que, quando instalados em chuveiros e torneiras dos apartamentos, garantem uma economia significativa de água. Os redutores podem ser aquela simples redinha de ferro, que direciona a água, válvulas redutoras de pressão ou até aparelhos mais sofisticados, como as torneiras automáticas ou com leitores fotoelétricos.
  • Fique atento ao consumo de água (hidrômetros individuais): o sistema mais tradicional é o condomínio ratear o gasto total de água entre os moradores. Com os hidrômetros individuais, cada apartamento paga somente o que consumir, o que serve como motivação para que cada pessoa ou família adote hábitos que diminuam o consumo de água. As empresas de fornecimento de água estão mudando a forma de cobrança. Antes, existia um volume mínimo cobrado de 10 m³, independentemente de ser consumido ou não. Agora, é cobrado apenas o que realmente é utilizado pelo consumidor, o que incentiva a redução do consumo e, consequentemente, o valor da conta mensal de água. 
  • Avalie o aquecimento da água: ficar esperando a água esquentar para começar o banho nos meses de inverno se constitui um grande desperdício de água. Toda aquela água indo embora pelo ralo sem utilização pode ser angustiante. Mudar o aparelho de aquecimento central por um jeito mais econômico de aquecer a água, diretamente nas saídas das torneiras e chuveiros, pode ser um investimento necessário para reduzir este desperdício. Outro ponto que é muito comum em aparelhos de aquecimento central é a falta de regulagem da temperatura. Muitos deixam programado na mesma temperatura durante todo o ano. Imagine no verão, o seu aquecedor programado para aquecer a água a mais de 40 graus e você utilizar a água fria para regular a temperatura? Gastar gás para aquecer e usar a água fria para esfriá-la não faz sentido! Experimente colocar o aquecedor em 36 ou 37 graus no verão e perceba a economia. 

2. Verificação de vazamentos

vazamentos

Vazamentos são inimigos muitas vezes silenciosos. Atuam durante dias, semanas e até anos, antes de serem descobertos. Eles podem estar em lugares onde nunca pensamos que poderiam estar, como piscinas, vasos sanitários, tubulações mais antigas, registros, entre outros. 

Existe hoje tecnologia de monitoramento de caixas-d’águas, cisternas e hidrômetros que acusam possíveis vazamentos.

Leia mais sobre: controle do consumo de água no condomínio

3. Reaproveitamento da água 

Implementar uma estação de tratamento de água simples, mas que garanta um uso para o banho e para as pias diferente do que vai para as descargas e lavagem de pisos ajuda na economia de água. 

Nas indústrias, isto já é bem comum e funciona muito bem. Reaproveitar a água da chuva, por meio da construção de reservatórios que captam e armazenam a água das chuvas, usando-a para regar jardins e limpar as áreas comuns é um exemplo. 

Mesmo com esta água sendo sem “custo”, abandonar a mangueira para regar as plantas e lavar calçadas e pátios é um ótimo hábito de economia. 

4. Atenção às piscinas 

piscina

Alguns condomínios têm piscinas enormes, para não se dizer verdadeiros parques aquáticos, que chegam a ter um volume de água de milhões de litros. Isto mesmo, milhões de litros! 

A evaporação acaba sendo uma forma de gasto de água que não se percebe, mas que pode diminuir com a colocação de capas. Sem falar que, enquanto estão cobertas, não estão vulneráveis às sujeiras comuns nos espaços abertos. 

Em momentos de descontração na piscina, vem alguém correndo e dá aquele salto triplo e cai como uma “bomba” na água ou então isso é feito por uma corrente humana, com várias pessoas de mãos dadas, pulando juntas. 

Além de serem ações perigosas, pois podem escorregar e cair, toda a água que sai da piscina neste momento é desperdiçada. Vale uma orientação para que isso não seja permitido. Assim, você também não é molhado quando estiver tomando sol ou tomando uma cerveja na beira da piscina. 

Vazamentos em piscinas também são inimigos da economia de água. Eles podem acontecer em pontos de iluminação interna ou tubulações nas áreas de jardins em volta da piscina e dificilmente são percebidos

Por isso, um acompanhamento do nível da água pode alertar sobre algum problema oculto. 

Em breve, outros conteúdos com dicas para redução de custos em condomínios serão publicados no blog. Acompanhe e implemente essas estratégias no seu condomínio, afinal, a gestão condominial também depende de uma aplicação de recursos responsável e efetiva.

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Klaus

Klaus Stucker

É engenheiro formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Coordenador do Núcleo Multisetorial de Condomínios e Prestadores de Serviço da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF).
Atua no segmento de treinamento e capacitação há mais de 20 anos.
Presta consultoria nas áreas de organização financeira, gestão condominial e manutenção predial. Exerceu a função de síndico, nos últimos três anos.

 

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