gestão de conflitos

A administração de complexos habitacionais se torna cada dia mais necessária, pois o trabalho de gestão de conflitos em condomínios precisa ser feito de maneira adequada e que seja justa para todos os envolvidos. 

Afinal, é um espaço de convivência cada vez mais comum, que diz respeito ao lar e ambientes de lazer/convivência, devendo ter harmonia.

Há uma figura centralizadora sempre envolvida, que se apresenta no papel de síndico e pode ser escolhida entre os próprios moradores. 

Contudo, há condomínios que tratam esse cargo como primordial, seguindo para um caminho profissional. É uma ótima escolha, visto o impacto que pode trazer aos espaços, orçamentos e organizações. 

De qualquer maneira, viver em comunidade tem sempre dois lados. O ideal é entender o posicionamento e respeitar o limite de cada um para que seja o mais harmonioso e agradável para todos. 

Como isso nem sempre é possível, é preciso ter alguém que se responsabilize pela gestão de conflitos em condomínios, de forma imparcial.

O papel do síndico na gestão de conflitos em condomínios

A sociedade é formada por diversos grupos que, ao longo do tempo, perceberam que a convivência em um mesmo espaço facilita muitos processos do dia a dia. 

Ao longo dos anos, cidades se formaram e, nos tempos atuais, os condomínios estão presentes em diferentes formatos. Há os dedicados unicamente a residências, enquanto outros são formados por escritórios. 

No caso de condomínios residenciais, os conflitos podem ocorrer por diversos motivos:

  • incômodos entre vizinhos;
  • comportamentos em desacordo com as normas de convivência;
  • uso inadequado dos espaços;
  • barulhos inadequados;
  • novas normas e impactos administrativos.

Já no âmbito empresarial, podem ocorrer embates relacionados a cobranças dos espaços, laudo de vistoria de elevadores, gastos e danos à infraestrutura, inadequação de fornecimento de água, entre outros fatores.

síndico faz a gestão de conflitos em condomínios

Em todos os casos, é preciso verificar quais as soluções e negociações possíveis, bem como se há necessidade de recorrer a outros órgãos para regularizar e solucionar os conflitos e/ou problemas no condomínio. Afinal, pode haver problemas que envolvem empresas parceiras e fornecedoras de serviço.

Dessa forma, é preciso concentrar sobre as ocorrências que acontecem em conjuntos de casas e apartamentos, pois são nesses espaços que o papel de síndico conciliador se faz mais presente.

Basicamente, ele deve buscar harmonia entre os moradores, fazendo da gestão de conflitos em condomínios uma forma de apresentar soluções sobre diferentes divergências, ao trazer novas visões sobre os acontecidos, bem como oportunidades.

Tais ações podem variar entre conversas, novas normas de convívio ou até propostas de projetos de jardinagem e paisagismo

Moradores também podem contribuir

Como as pessoas apresentam diferentes personalidades e opiniões, os conflitos devem ser avaliados caso a caso. Se o síndico não chegar a uma solução satisfatória, pode ser necessária intervenção da polícia, ou mesmo da Justiça Civil ou assembleia do condomínio.

No entanto, há assuntos que podem envolver diferentes moradores, acabando com a harmonia em áreas de lazer, elevadores, quadra poliesportiva e piscina. 

Sendo assim, é preciso que todos estejam atentos à gestão de conflitos em condomínios, para garantir que o relacionamento entre os moradores seja pacífico e cordial.

5 problemas mais comuns em condomínios 

Já citamos alguns dos problemas que afetam a convivência em condomínios. Entre eles, alguns merecem destaque, pois aparecem com maior frequência.

Por isso, demandam atenção especial e conhecimento para lidar melhor com a situação em busca de gestão de conflitos em condomínios. Continue a leitura e confira os 5 motivos que mais levam a desentendimentos. 

1. Cuidado com os animais domésticos

Um bichinho de estimação é sempre bem-vindo a um lar, uma família. Porém, quem mora em um condomínio precisa ter bom senso e entender que há moradores que, em muitos casos, dividem a mesma parede. Inclusive, alguns espaços podem vedar a presença de pets.

animais de estimação em condomínios

Logo, é preciso ter atenção aos cães que latem muito e o tempo todo e, quando houver alguma questão mais específica, é preciso sinalizar aos demais condôminos. Isso porque eles são animais que seguem o instinto natural e não conseguem evitar certas atitudes.

Animais de grande porte também podem ser problemáticos, assim como o acúmulo de sujeira. Problemas podem aparecer mesmo quando o bichinho fica restrito a um espaço para as necessidades, como a área de serviço. 

Ainda que o condomínio conte com o serviço de uma empresa terceirizada de serviços gerais, o cheiro pode incomodar a vizinhança, além de atrair insetos, como moscas e baratas. 

O ideal é aproveitar os espaços de lazer para interagir com o pet e auxiliá-lo a gastar energia, melhorando também o trato diário com o animal. 

Assim, o pet é beneficiado com saúde e bem-estar, enquanto reduz a energia gasta em apartamentos ou latidos por estresse, o que também contribui para a convivência geral.

2. Crianças e traquinagens 

Durante a infância, quem nunca cometeu uma travessura? É algo comum, que pode acontecer. 

Nesses casos, uma conversa com os pequenos junto aos responsáveis pode conscientizar sobre os incômodos que tais ações trazem.

As áreas comuns também podem ser gatilho para um conflito entre moradores, quando crianças querem utilizar um mesmo brinquedo no playground ou arrumam confusão em um jogo de futebol na quadra poliesportiva. 

crianças

Uma solução é criar o cargo de síndico mirim, intercalando de tempos em tempos para que todos possam ter uma responsabilidade sobre as demais crianças e contribuam com a fiscalização e cuidado dos espaços.

3. Inadimplência de condomínio e outras taxas

Em tempos difíceis decorrentes da economia nacional e mundial, muitas pessoas podem passar por apuros financeiros e não conseguir pagar o valor do condomínio. Este é mais um dos desafios da gestão de conflitos em condomínios. 

O assunto pode ser resolvido entre os próprios moradores, na busca pela melhor solução até que o condômino inadimplente se estabeleça financeiramente, pagando a taxa de condomínio atrasada ao longo do tempo. 

Contudo, a decisão deve ser registrada em assembleia, com ciência e concordância da maioria.

Outro exemplo que pode levar à inadimplência é a cobrança do uso do salão de festas, como forma de gerar caixa para a manutenção do espaço e a limpeza do espaço.

Para evitar conflitos, cabe ao morador ter bom senso e não utilizar o espaço se não pode pagar a taxa estabelecida.

Realizar agendamentos prévios para esses espaços também é fundamental, evitando que mais de uma família solicite os mesmos dias e horários. Assim, é preciso centralizar um cronograma que possa atender diferentes famílias.

4. Vagas de estacionamento e condução de veículos

Muitas vagas de estacionamento ou garagem foram feitas para carros populares, ou de tamanho reduzido. Inclusive, é comum os empreendimentos não contarem com vagas para todos os moradores. 

garagem do condomínio

Por outro lado, modelos maiores são cada vez mais vendidos, o que fez com que as vagas de garagem tradicionais ficassem apertadas. Essa situação pode gerar desde pequenas batidas em outros veículos até a dificuldade de estacionar, ou ainda ao desrespeito às delimitações do estacionamento. 

Uma das soluções pode ser a contratação de construtoras para rever o tamanho das vagas e, se for o caso, o próprio condomínio arcar com as mudanças necessárias. 

A condução dos veículos dentro do espaço interno do condomínio também merece atenção.

As placas de sinalização devem ser respeitadas, tanto quanto sobre a proibição de estacionar em local inadequado, quanto a velocidade reduzida para garantir a segurança de todos.

Caso necessário, vale consultar a possibilidade de aplicação de multas para condutores descuidados dentro do condomínio.

5. Vazamentos de água e encanamento

Toda a estrutura predial é formada por encanamentos e fiações que são interligadas. Apesar de não haver influência nos gastos mensais alheios, o que pode acontecer é um encanamento interno se romper e acabar atingindo o vizinho do apartamento de baixo.

Cabe ao síndico agir e verificar qual a melhor solução para uma gestão de conflitos e, se for necessário, acionar a construtora responsável para reverter os danos estruturais, verificando quem será responsável pelo orçamento do conserto. 

Dicas para evitar conflitos

É praticamente impossível garantir que nenhum conflito apareça, diante das circunstâncias que podem envolver dois ou mais moradores. 

Pensando assim, é preciso que o síndico, personagem principal para colocar em prática a gestão de conflitos em condomínios, tenha habilidades de mediação para uma convivência mais próxima do ideal, além de estabelecer comportamentos para reduzir os estresses

A seguir, acompanhe algumas dicas que podem ajudar a desempenhar esse papel e que contribuem para uma melhor compreensão dos moradores. 

1. Conheça os direitos e deveres de cada um

O Código Civil possui legislação específica para condomínios, sob a Lei 10.406/2002, que discorre sobre todos os direitos, deveres e obrigações voltadas tanto para os condôminos, como para os síndicos responsáveis. 

Além disso, é preciso verificar normas internas, que podem ser diferentes para cada condomínio, conforme aprovação dos moradores e proprietários de imóveis. 

2. Mantenha um livro de ocorrências oficial

O síndico tem o dever de manter um livro de ocorrências, registrado em cartório, para que possa ser apresentado durante as reuniões condominiais e, assim, aplicar multas conforme a legislação e as normas internas. 

Essa é uma dica valiosa para quem precisa registrar uma ocorrência sobre desrespeito à Lei do Silêncio, mas também pode servir como registro sobre melhorias ou solicitações que beneficiam todos os moradores. 

3. Mantenha canais de comunicação

Não basta investir em medidas para mediação de conflitos, se os canais de comunicação não funcionam de forma adequada.

assembleia do condomínio

Por exemplo, se o gerador que abastece todo o condomínio apresentar algum problema técnico e for necessário contratar um novo fabricante de gerador, será muito complicado informar todo o condomínio, sem um bom canal de comunicação.

O mesmo vale para qualquer outro tipo de intercorrência. 

Por isso, investir em bons interfones para condomínios é uma forma de facilitar o acesso dos condôminos ao síndico e entre si. 

Conclusão

A sociedade segue em constante evolução e o respeito prevalece quando limites são reconhecidos, para uma convivência pacífica em um ambiente residencial, mesmo que coletivo.

As situações que geram conflito precisam ser identificadas e abordadas entre todos os envolvidos, mesmo que seja necessária uma reunião emergencial de condôminos. 

Além do síndico, a administradora do condomínio também pode organizar o encontro, de forma profissional e imparcial, ouvindo todos os lados e chegando a um denominador comum. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Business Connection, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Gostou do texto? Comente abaixo:

Escreva um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.